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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

[MANIFESTAÇÕES] - VANDALISMO E MEDO DE VIOLÊNCIA JÁ CAUSARAM PREJUÍZO DE R$ 1,3 BI

Defesanet
por Luiz Ernesto Gumarães
Conta inclui danos sofridos pelo comércio e gasto com reforço policial

A violência dos protestos ou simplesmente o temor de que passeatas pacíficas terminem em tumultos provocados por black blocs já custaram ao Rio pelo menos R$ 1,319 bilhão desde junho. Nessa conta estão prejuízos do comércio com a queda nas vendas e horas extras pagas a policiais e outros servidores públicos, entre outras despesas, segundo levantamento feito ontem pelo GLOBO. A conta final é difícil I de fechar, porque bancos e seguradoras não divulgaram su-j as despesas, e muitos prejuízos ainda estão sendo calculados.
Desse total, o prejuízo maior é do comércio e de atividades de prestação de serviços em tomo I dele. Indicado pela Associação Comercial do Rio para comentar a situação, o presidente do Clube dos Diretores Lojistas e do Sindi-lojas, Aldo de Moura Gonçalves, ressalta que não existe uma conta precisa. Mas ele estima que o prejuízo, sem contar o vandalismo, chegue a R$ 1,3 bilhão. Além desse valor, R$ 19,1 milhão teria sido arcado por governos e prestadoras de serviços públicos.

Desde junho, ocorreram pelo menos dez protestos que terminaram de forma violenta no Centro. Houve problemas ainda na Zona Sul e na Barra. Quando há expectativa de confusão, muita gente evita ir ao Centro para fazer compras, es; critórios liberam funcionários antes da hora e lojas fecham mais cedo. Com isso, não é só o comércio que deixa de faturar, mas também prestadores de outros serviços, como taxistas e ambulantes legalizados. No dia seguinte aos protestos, muita gente ainda evita freqüentar essas áreas, devido à depredação.
Sem poder prever que passeata terminará de forma violenta, a Secretaria de Segurança estima que já tenha gastado R$ 15 milhões para reforçar o policiamento durante as manifestações. Para se ter uma ideia, os R$ 15 milhões representam a soma que a PM pagou a soldados para trabalharem, fora do seu horário, na Copa das Confederações e na Jornada Mundial da Juventude. Os gastos com armamento não letal não foram divulgados. Ao todo, 53 PMs ficaram feridos durante os atos.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

[MEDO] - "Meu medo era ficar na linha de tiro", diz motorista de caminhão assaltado em Joinville

AN

Vítima teve os olhos vendados e as mãos amarradas antes de a polícia encontrar a quadrilha

Gerson Stentzlel foi vendado e amarrado por assaltantes
Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS
O motorista que foi feito refém durante o roubo da carga de um caminhão encontrado na manhã desta terça-feira pela Polícia Militar, em Joinville, contou que demorou para perceber a intenção dos assaltantes quando seguia viagem pela Rodovia do Arroz, no bairro Vila Nova.


Gerson Stentzlel, de 41 anos, havia saído no começo da manhã do próprio bairro Vila Nova em direção ao Rio Grande do Sul, onde entregaria a carga, avaliada em R$ 600 mil. Assim que saiu da rua 15 de Novembro e acessou a Rodovia do Arroz, passou a ser interceptado pelos ocupantes de um Tipo.

—O carro fechou meu caminho umas duas vezes, mas não me dei conta de que eram assaltantes. Tentei desviar de novo, mas fui obrigado a frear. Foi aí que três ou quatro deles vieram, armados, e me renderam na cabine. Jogaram um casaco sobre a minha cabeça — lembra.

No caminho até o galpão onde o caminhão foi escondido, os assaltantes deram garantias de que, se não reagisse, Gerson seria libertado. Mas em nenhum momento ele podia ver o que estava acontecendo. Quando chegaram ao galpão, o motorista ainda teve os olhos vendados e as mãos amarradas.

—A pior hora, para mim, foi quando a polícia chegou. Meu medo era ficar no meio da linha de tiro. Mas isso não aconteceu. Os policiais foram muito rápidos e eficientes — agradeceu.

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